Cresce o consumo de tabaco durante a pandemia

Publicado por: - há 1 mês

Proibido fumar!  A famosa frase estampada em diversos cartazes encontrados nos ambientes fechados não é novidade. Mas estudos revelam que poucos conhecem a extensão dos malefícios do tabagismo. No Brasil, 85% dos casos de câncer estão ligados ao hábito de fumar. O Agosto Branco promove a prevenção e a detecção precoce da doença.

As equipes de Enfermagem têm um importante papel no combate ao tabagismo, por meio da orientação e encaminhamento de pacientes que desejam parar de fumar aos ambulatórios de tabagismo. Mais do que força de vontade, a superação do tabagismo exige, muitas vezes, acompanhamento multidisciplinar com terapia e farmacoterapia, que está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).

No início de 2021, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) acendeu um sinal vermelho com a estimativa de 30 mil novos casos de câncer de pulmão entre a população brasileira. Em 2020, a doença levou maioria dos homens acometidos por câncer à morte. Recentemente, foi lançado o livro “Detecção Precoce do Câncer” como estratégia para identificar tipos de câncer mais cedo, quando são maiores as chances de cura pelo tratamento precoce.

Ao inalar fumaça de cigarro, uma pessoa chega a consumir mais de 4.700 substancias tóxicas, além de lançá-las no ambiente. O consumo prolongado do cigarro em fumantes ativos e passivos pode causar câncer de pulmão, boca, laringe, faringe, entre outros. Apenas 16% dos casos de câncer são diagnosticados em estágio inicial para uma taxa de 56% de sobrevida de cinco anos.

Rastreamento e detecção precoce – Estudos científicos apontam benefícios para o rastreamento em grupos de risco, como os fumantes. A taxa de sobrevida média de cinco anos para câncer de pulmão é de 18%, mas quando ele é identificado em estágio inicial esse número aumenta para 56%. Fumantes homens têm um risco 23 vezes maior de desenvolverem câncer de pulmão, em relação aos não-fumantes. Entre as mulheres, o risco é 13 vezes maior.

O livro “Detecção Precoce do Câncer” atenta para os males causados pelo cigarro

Consumo na pandemia – O isolamento social e o aumento do estresse durante a pandemia são fatores preocupantes. De acordo com um estudo realizado pela Fiocruz, no qual foram ouvidas 45 mil pessoas, do total de entrevistados,12% eram consumidores de tabaco e 34% passaram a consumir mais cigarros por dia em isolamento social. “O aumento do consumo de cigarros foi associado à piora da qualidade do sono, sensação de isolamento dos familiares, tristeza ou depressão, além da falta de rendimento e piora na avaliação do estado de saúde.” define o estudo.

No Brasil, desde 1986 o consumo de tabaco é preocupação para os diversos atores da saúde. Na época, o Programa Nacional de Controle do Tabagismo passou a incluir campanhas para a redução do risco do câncer e outros agravos como direito da população. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomentou a divulgação sobre os riscos do cigarro nas mídias, além de restrições sobre a propaganda do cigarro como bem de consumo. Atualmente, o INCA elabora diretrizes para a detecção precoce do câncer e desenvolve estudos e cursos para gestão e o monitoramento da rede de atenção oncológica do SUS.

 

Fonte: Ascom - Cofen, com informações do INCA

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