Homens produzem mais hormônios com nascimento do filho, diz estudo

Publicado por: - há 11 anos
Uma pesquisa de uma universidade em Israel afirma que os homens, ao se tornarem pais, passam por um processo de aumento de produção de hormônios semelhantes ao das mulheres que viram mães. Segundo dados do Ministério da Saúde (MS), anualmente, cerca de três milhões de mulheres dão à luz no Brasil. Estudo realizado em 2004, estima que a taxa de prevalência de mulheres portadoras de sífilis no momento do parto seja de 1,6%, o que corresponde a, aproximadamente, 49 mil parturientes infectadas e 12 mil nascidos vivos com sífilis - considerando-se uma taxa de transmissão de 25%, de acordo com estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS). Com a realização do diagnóstico da sífilis e o tratamento adequado da gestante e do parceiro durante o pré-natal, é possível eliminar a sífilis congênita como problema de saúde pública. A SMS, em parceria com a Universidade de Toronto, no Canadá, e o Conselho Nacional de Secretarias de Saúde (Conass), criou o Projeto de Redução da Sífilis Congênita que, através do tratamento imediato e adequado da sífilis em gestantes e parceiros, ajudará a reduzir o número de casos de sífilis congênitas. Além de alguns pacientes se recusarem a realizar o tratamento, o combate à sífilis congênita enfrenta outra barreira. De acordo com Herbert Charles, alguns enfermeiros recusam-se a realizar o tratamento com o medicamento benzetacil. "Essa recusa por parte dos enfermeiros atrasa o tratamento e aumenta o número de casos. Por isso, realizamos essa reunião com entidades representativas dessa classe", explica o secretário adjunto. Para a gerente do Núcleo de Atenção do Programa Saúde da Mulher da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), Walquiria Taveiros, o tratamento é confiável e eficaz, por isso não se deve temer. "A eficácia do tratamento com benzetacil foi testada e comprovada. Na verdade, o que existe é um mito, que não é um 'privilégio' apenas de Alagoas, mas de todo o Brasil", disse. Ainda de acordo com Charles, "as unidades de saúde estão preparadas para realizarem o tratamento, uma vez que a SMS, através da coordenação de farmácia e bioquímica, vem dispondo os insumos contidos na Portaria supracitada, a fim de prestar assistência nos casos de reações alérgicas ao aludido medicamento", concluiu. As unidades básicas de saúde de Maceió realizam, gratuitamente, 16 exames laboratoriais para detecção de doenças como sífilis, HIV, toxoplasmose, rubéola e doença de chagas, entre outras. Esses exames fazem parte do Programa de Proteção à Gestante (PPG). PPG - O Programa de Proteção à Gestante é também conhecido como Teste da Mamãe ou Triagem Pré-Natal e tem como objetivo diagnosticar, orientar e prevenir diversos tipos de doenças ainda na gravidez, reduzindo os riscos de mortes e seqüelas tanto para as mães quanto para os bebês. Fonte: Secom/SMS Assim como acontece com as mulheres que se tornam mães, os pais também passam a produzir mais neuroquímicos que ajudam a torná-los mais afetuosos, o que auxilia no processo de paternidade. Os hormônios oxitocina e prolactina são produzidos em maior quantidade na mulher do que nos homens devido a processos físicos, ligados à gravidez. A oxitocina ajuda as mulheres a fazerem as contrações durante o trabalho de parto. Já a prolactina ajuda na amamentação. Cientistas acreditavam que os homens não produziam mais hormônios, por não estarem fisicamente envolvidos no parto da criança, mas a nova pesquisa indica que processo masculino é semelhante ao que acontece com as mães. Tempo com os filhos Os pesquisadores da universidade de Bar-Ilan, em Israel, analisaram os níveis hormonais de 43 pais, seis meses depois do nascimento de seus filhos. Os homens também foram filmados na presença dos seus filhos, para que se avaliasse como cada um se adaptou ao novo papel de pai. Os cientistas acharam um padrão entre o nível de hormônio e a habilidade dos pais de se relacionarem bem com seus bebês. Quanto mais hormônios cada homem produzia, melhores eram suas habilidades paternas, na hora de brincar e se comunicar com a criança. "Esta parece ser uma forma que a evolução [das espécies] encontrou para ajudar a transformar os homens em bons pais assim que eles têm filhos", disse a pesquisadora Ruth Feldman, da universidade de Bar-Ilan, em Israel. "Estes hormônios parecem ter um papel importante na forma como os homens se relacionam com seus filhos recém-nascidos." A pesquisa foi publicada na revista científica Hormones and Behavior. "É possível, na medida em que o contato com o filho aumenta diariamente, em par com o crescimento das habilidades sociais do filho entre os dois e seis meses de nascimento, que os níveis de prolactina e oxitocina se reorganizem, criando novas conexões", afirma o artigo publicado na revista. Outro experimento realizado pelos cientistas com 80 casais revelou que o aumento do hormônio oxitocina aconteceu da mesma forma em homens e mulheres. Agora, os cientistas buscam hipóteses para descobrir o que faz os homens produzirem mais hormônios, já que eles não dão à luz nem amamentam. Para Feldman, o simples contato dos pais com os filhos pode ser a resposta. "Isso ressalta a importância de se dar oportunidades de interação entre pais e filhos logo após o nascimento, para desencadear as mudanças no sistema neuro-hormonal." Fonte: G1

TAGS:

Comentários (0)

Acompanhe o Enfermagem e Saúde