Coren-PR debate sobre impactos negativos da graduação EaD em Saúde

14/05/2019

O debate acorreu com representantes de conselhos profissionais, sindicatos, instituições de ensino e órgãos da administração pública municipal

O 3o. Encontro das Profissões da Área da Saúde aconteceu hoje (20), na sede do Conselho Regional de Farmácia do Paraná, com a participação de representantes de conselhos profissionais, sindicatos, instituições de ensino e órgãos da administração pública municipal, estadual e federal.

O evento discutiu propostas e encaminhamentos sobre a formação de profissionais de Enfermagem na modalidade EaD. A presidente do Conselho Regional de Enfermagem do Paraná (Coren-PR), Simone Peruzzo, sugeriu a realização de um seminário na Assembleia Legislativa do Estado e moção de apoio dos parlamentares, frente a posição dos conselhos de classe que são contra o EaD nos cursos da área da saúde.

A proposta foi aprovada pelos presentes e uma comissão já começará a organizar o evento nos próximos dias. O Encontro definiu ainda que o posicionamento contra o EaD na formação de profissionais da saúde será levado para as conferências municipais e estadual de Saúde.

Panorama nacional – levantamento apresentado durante o encontro mostra que hoje são 913.300 vagas de EaD em cursos da área da Saúde. “O que mostra um grande risco para a população”, argumentou a presidente do Coren/PR. “O ensino presencial é fundamental para os cursos da área, pois estamos tratando da saúde e da vida de toda população”, afirma Simone Peruzzo.

A farmacêutica Ester Dalla Costa, da Comissão de educação do CRF-PR, explicou que as 14 entidades que participam da discussão no Estado não são contra a tecnologia: “somos favoráveis ao bom uso da tecnologia; mas consideramos imprescindível a formação presencial para os cursos do segmento da saúde”. A presidente do CRF-PR, Mirian Fiorentin, também ressaltou a necessidade de enfrentamento do problema no Paraná, com mobilização da opinião pública alertando sobre os prejuízos para a saúde.

A Secretária de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde no Ministério da Saúde, Mayra Correia Pinheiro, disse que é impossível conceber a formação de um profissional da saúde à distância. “O impacto na qualidade da assistência é preocupante e pessoas podem morrer em razão de uma prática profissional desqualificada; precisamos nos socorrer”, salientou a representante do Ministério da Saúde.

Proposta – o deputado estadual Michele Caputo Neto, vice-presidente da Comissão da Saúde da Alep, participou do debate e informou que apresentará proposta visando a proibição da formação na modalidade EaD que extrapole os 20% para os cursos da área da saúde em todo Paraná.

 

Fonte: Coren-PR