Coren-AM entra com ação civil pública contra município por falta de enfermeiros

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Durante visita do Coren-AM, foram constatadas irregularidades Durante o ano de 2017 a operação da Força Nacional de Fiscalização do Sistema Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem (FNFIS), realizou inspeção no Hospital Geral de Manacapuru e identificou  várias irregularidades. Foi constatado a inexistência de enfermeiro durante todo o período de funcionamento do hospital, falta de documentos de gerenciamento do processo de Enfermagem, inadequações dos registros de Enfermagem, ausência de responsabilidade técnica, inexistência do cálculo de dimensionamento de pessoal, ausência de POP´S (procedimento operacional padrão) e profissionais que não executam o processo de Enfermagem (SAE). Além dessas irregularidades, foi verificado o exercício ilegal da Enfermagem.

Por essa razão, foi recomendado à Secretaria Municipal de Saúde do Município, adotar imediatas providências para cessar as irregularidades, que colocam em risco a população da cidade. Em visita de retorno ao estabelecimento, a fiscalização do Coren-AM constatou que as irregularidades permaneceram. Diante disso, no último dia 6 de maio, a Procuradoria – Geral do Coren-AM, representou o Município de Manacapuru junto à Justiça Federal, pedindo a cessação das irregularidades e a contratação mínima de 9 enfermeiros para atuarem em turnos ininterruptos nos setores do hospital, garantindo a integral assistência de saúde aos pacientes, durante do  funcionamento do hospital.

O presidente do regional, Sandro André, informou que o órgão precisa ser incisivo, o município precisa dar resposta para a sociedade. “Estamos nos esforçando ao máximo para prestar um serviço seguro e de qualidade aos profissionais e à população. A atuação da procuradoria nesses casos pretende legitimar a importância da valorização da Enfermagem, combater as irregularidades no estabelecimentos de saúde e sensibilizar o Judiciário para as questões afetas ao serviço de enfermagem e exercício profissional, para que o trabalho seja efetivo e a sociedade receba uma assistência digna e livre de riscos”, enfatizou o presidente.

Para o procurador do Coren-AM, Davi Martins, o município está sendo negligente com as recomendações expedidas. “A Força Nacional de Fiscalização do Cofen realizou as primeiras visitas, recomendou as condutas, as fiscais do regional retornaram, constatando o mesmo quadro, e reiteraram a necessidade de saneamento. Infelizmente, a Semsa e a direção do hospital permaneceram omissas. Assim, não se viu outra alternativa senão acionar a Justiça Federal e o Ministério Público Federal” finalizou Davi.

Fonte: Coren-AM

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