Coren-PR participa de audiência sobre os impactos do EaD

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O debate ocorreu nesta quarta-feira, dia 8 de maio, na Assembleia Legislativa do Estado e reuniu deputados integrantes da Comissão da Saúde, representantes de 12 conselhos e associações profissionais, representantes de instituições que ofertam cursos EaD e a vereadora de Curitiba.

Na abertura do evento, a representante do Conselho Regional de Farmácia do Paraná, Ester Dalla, defendeu, em nome de todos os conselhos e entidades da saúde, a aplicação da educação presencial nos cursos da área. “Entendemos que estes cursos exigem habilidades teórico-práticas e relacionais que não podem ser desenvolvidas sem contato real com pacientes, professores devidamente capacitados, laboratórios e utilização de equipamentos de saúde”, afirmou.

O histórico nacional mostra que as vagas autorizadas para os cursos da saúde na modalidade EaD aumentaram nos últimos anos: de 218.299 em 2016 passaram para 554.998 em fevereiro de 2018. “Nossa preocupação é com a qualidade da formação do profissional”, reafirmou o presidente do Conselho Regional de Educação Física.

Na defesa do ensino presencial para os cursos da saúde, o Coren-PR ressaltou que a Enfermagem representa, atualmente, 50% da força de trabalho da Saúde e que este tema vem sendo debatido pelo Sistema Cofen/Conselhos Regionais desde 2011.

A diretora do Coren-PR entregou duas propostas ao deputado Batista, presidente da sessão e da Comissão de Saúde, solicitando apoio da ALEP ao Projeto de Lei 2.891/2015, que tramita na Câmara Federal e exige a obrigatoriedade do ensino presencial na formação dos profissionais da Enfermagem, e que a Assembleia Legislativa do Paraná aprove lei estabelecendo também a obrigatoriedade dos cursos de formação técnica-profissional na modalidade presencial no Paraná.

Os deputados que participaram da audiência, Batista, Tercílio Turini e Nelson Luersen, afirmaram que o tema representa qualidade na educação, formação profissional e segurança à comunidade e que a ALEP dará sequência ao debate.

“Em 2015, o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) realizou a “Operação EaD”, que pesquisou 315 polos desta modalidade de ensino, onde foram constatadas condições precárias, inclusive com ofertas de cursos não credenciados pelo MEC, que gerou um relatório consubstanciado encaminhado ao Ministério Público Federal”, informou a diretora executiva do Coren-PR, Maria Goretti.



Fonte: Coren-PR

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