Febre amarela: entre fake news e pós-verdades

14/03/2018

O pesquisador do Laboratório de Comunicação e Saúde (Laces/Icict) da Fiocruz, Igor Sacramento, foi ouvido pelo ‘The Washington Post’ em uma matéria sobre a febre amarela no Brasil (Brazil battles yellow fever – and a ‘dangerous’ anti-vaccination campaing). O pesquisador fala sobre os boatos contra a vacina da febre amarela no país.

Em um momento tão crucial para a saúde da população, diversas notícias falsas dificultam a adesão da população à vacinação. O site “Boatos” listou as sete mentiras sobre a febre amarela “que sempre enganam os menos informados”, tais como “Febre amarela é uma farsa criada para vender vacinas” ou “Médico de Sorocaba diz que vacina paralisa o fígado” ou “Própolis espanta o mosquito da febre amarela”, são alguns exemplos que circulam nas mídias sociais, causando muita confusão e fazendo com que algumas pessoas fiquem em dúvida se devem ou não se vacinar.

No início de fevereiro, o site The Intercept veiculou a matéria “Morte após vacina contra febre amarela intensifica fake news e teorias da conspiração”, na qual aborda a questão das notícias falsas e o seguinte lembrete da Friocruz:  Antes de compartilhar uma informação que possa causar pânico desnecessário e confundir, certifique-se que vem de uma fonte oficial. Saúde Pública é coisa séria.

No meio de tanta incerteza, o site do Icict conversou com Sacramento sobre o uso das fake news e a pós-verdade na saúde e seus impactos na desinformação da população. Ele afirma que essa situação não tem como se eliminada, pois, faz parte da dinâmica social contemporânea, mas defende uma mudança: “do ponto de vista da comunicação, uma disposição grande para o diálogo, para a empatia, para a compreensão, mas também um processo de formação que permita que profissionais de saúde conheçam a especialidade do imperativo comunicacional de nosso tempo.” A entrevista realizada aborda o impacto, os motivos e as estratégias para controlar a fake News nas redes sociais. Confira entrevista na íntegra: Febre amarela: entre fake news e pós-verdades

Fonte: Fiocruz