Diabetes

Publicado por: - há quase 10 anos

Os carboidratos, ao serem digeridos, transformam-se em açucares simples - glicose -  e caem na corrente sanguínea, onde são transportados até as células. A glicose nas células do corpo transforma-se em energia, permitindo que as mesmas alimentem, respirem, eliminem substâncias desnecessárias ou novicas. Porém, para que a glicose chegue ao interior das células, ela precisa atravessar a membrana celular. Isto só será possível se ela tiver ajuda da insulina, que é um hormônio fabricado no pâncreas pelas Ilhotas de Langerhans.

Quando o pâncreas não funciona bem e não produz insulina, ou o pâncreas fabrica insulina, mas esta encontra dificuldade para ajudar a glicose penetrar na célula, a pessoa fica com maior quantidade de glicose circulando no sangue (hiperglicemia), ou seja, a pessoa fica diabética. Quando a glicemia ultrapassa a 180 mg/dl, os rins não conseguem filtrar toda a glicose passada por eles, perdendo-a através da urina (glicosúria). Com a glicose são eliminados também a água e os sais minerais, levando o indivíduo a urinar mais (poliúria). Esta condição faz com que ele sinta mais sede (polidpsia) e, consequentemente, vai tomar mais água.

Tendo em vista que  a glicose não entra na célula, o organismo fica sem energia, situação que se manifesta pelo cansaço e desânimo, provocando o estímulo da fome (polifagia).

Quando a glicemia ultrapassa a 250 mg/dl, as células do organismo começam a fabricar sua energia mediante a quebra de gorduras e dos músculos. Este fato leva o diabético a emagrecer e a ter em seu sangue maior quantidade de ácidos, advindo da quebra das gorduras.

O organismo não consegue viver em um meio muito ácido, passa então a eliminá-los através da urina (cetonúria) e dos pulmões, ocasionando o hálito cetônico ("maça podre"). Estas situações retratam a descompensação do diabetes ou a fase aguda da doença.

A insulina é indicada para pessoas com diabetes do Tipo 1 ou do Tipo 2, em situações especiais, como cirurgias e infecções graves, ou ainda quando o controle da glicemia não está sendo possível através dos antiglicemiantes orais.

Ela pode ser de origem bovina, suína e humana. Pode ser também, regular ou simples e lenta. A insulina regular é de ação rápida, permanece no organismo cerca de 6 a 8 horas. A insulina lenta - NPH (Neutral Protamine Hagedorn) possui ação prolongada, começando a agir 1h30min após a aplicação, atingindo seu efeito máximo entre 4 e 12 horas e com uma duração de aproximadamente 24 horas.

Os principais tipos de Diabetes Mellitus são:

Diabetes do Tipo 1 – Auto-imune/idiopática: Destruição das células B – deficiência absoluta de insulina, manifesta-se de maneira mais abrupta e atinge principalmente crianças e adolescentes, o que não exclui a possibilidade de afetar adultos em qualquer idade. São freqüentes os casos em que o diagnóstico é feito durante uma internação com quadro de cetoacidose.

De um modo geral, as pessoas com diabetes do Tipo 1 são magras e não possuem história familiar da doença. Vão depender do uso de insulina por toda a vida, além de terem que efetuar controle da dieta e praticar uma atividade física.

Diabetes do Tipo 2 – Resistência à insulina e Deficiência relativa de insulina, é mais característico da fase adulta, ocorrendo preferencialmente em indivíduos obesos. Cerca de 50% dos diabéticos Tipo 2 permanecem sem serem diagnosticados, pois a instalação é muitas vezes lenta, diferente do diabetes Tipo 1.

Todos os indivíduos precisam de uma quantidade de glicose circulante (glicemia). Os valores normais variam de 70 a 99 mg/dl, de acordo com o Ministério da Saúde.

Diabetes gestacional - ocorre pelas alterações hormonais na gravidez em pessoas com predisposição, podendo-se manter após a gestação.

Cetoacidose – Caracteriza-se por taxas de glicose muito elevadas, desidratação e aumento de ácidos no sangue, devido à quebra das reservas de gorduras. Pode provocar um quadro bastante grave que exige cuidados imediatos e intensivos.

Cuidados gerais no manuseio da insulina

O envolvimento da pessoa é determinante no sucesso da terapia. A sua aceitação da insulina e o aprendizado das técnicas de automonitoração têm melhorado, em muito, o controle da doença.

Tanto o profissional de enfermagem, responsável pela medicação, quanto o usuário que se auto-administra a insulina, devem seguir algumas orientações básicas a fim de evitar complicações e alcançar melhores resultados com a terapia.

Os cuidados referentes à administração de insulinas são:

  • Utilizar seringa descartável e apropriada para a administração de insulina;
  • manipular o frasco de insulina delicadamente, sem agitá-lo, pois isso pode provocar alteração na ação do medicamento;
  • manter a insulina sob refrigeração não muito intensa - entre 2º e 8ºC.
  • O diabético já que não deve consumir açúcar, poderá substituí-lo por adoçante.
  • Automonitoração - É a avaliação dos níveis glicêmicos, realizada através dos testes de glicosúria, glicemia capilar e cetonúria, pela própria pessoa diabética.
  • Caso a temperatura ambiente não seja superior a 30ºC ou inferior a 2ºC, o frasco de insulina que estiver em uso poderá ser mantido em temperatura ambiente por um período de até seis semanas.


Merecem destaque quatro orientações relacionadas à aplicação da insulina:

  • observar os locais apropriados para a aplicação;
  • fazer o rodízio das áreas de aplicação, evitando o uso do mesmo local, antes de duas semanas, mantendo um espaço mínimo de três centímetros entre eles;
  • inserir a agulha de insulina na posição de um ângulo de 90º, após a realização de um leve pinçamento da pele, garantindo que a insulina seja injetada no tecido subcutâneo;
  • evitar o massageamento do local da aplicação.
  • O objetivo do rodízio das áreas de aplicação é evitar uma complicação chamada de lipodistrofia, que é uma alteração da gordura subcutânea, causando depressão ou o aparecimento de massas no local afetado.

Complicações do diabetes:

Complicações agudas:

  • Coma diabético
  • Infecções agudas

Complicações crônicas:

  • Macroangiopatias
  • Retinopatias
  • Nefropatias
  • Neuropatias

Tratamento :

Diabetes tipo 1:  Terapia com insulina
Diabetes tipo 2:  Antidiabéticos orais em monoterapia, Antidiabéticos orais em combinação, Antidiabéticos orais + insulina.

Tipos de Insulina:

Duração da ação

  •  Ultra-rápida
  •  Rápida
  •  Intermediária
  •  Ultra-lenta
  • Insulina ultra-rápida: Lispro e Asparto

Solução cristalina, pH neutro, hexâmeros

Análogo da insulina humana

Rápida dissociação

Troca de aa:

Lispro – inversão prolina X lisina
Asparto – troca prolina por ácido aspártico

  • Insulina rápida: Regular

Solução cristalina, pH neutro, hexâmeros

> tempo dissociação do que ultra-rápida

  • Insulina intermediária: NPH e Lenta

pH neutro, hexâmeros

NPH: suspensão de insulina – zinco e protamina (não complexada – isófana)

Lenta: mistura 30 % insulina semi-lenta (precipitado de insulina com zinco em tampão de acetato, ação relativamente rápida) e 70 % insulina ultra-lenta (solução com grande quantidade de zinco, início tardio e ação prolongada)

Dissolução mais gradual

  • Insulina ultra-lenta:

Insulina-zinco e Glargina
Insulina-zinco: solução com grande quantidade de zinco
Glargina: solução transparente, pH 4,0
Análogo da insulina humana: acréscimo de 2 resíduos de arginina e substituição de asparagina por glicina

A administração da insulina é por via subcutânea, aplicação em ângulo de 45 a 90º, evitando lesão no músculo.

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Comentários (1)

Gueu Abade
Gueu Abade Criado em 08/04/2014, 22:34h

Muito bom mesmo esse assunto...sou da área de saúde e minha e diabética 1 e 2 faz uso de medicamentos mais insulinas NPH e Regular...muito bom mesmo parabéns.


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