PRIMEIROS SOCORROS: Hemorragia

Publicado por: - há 9 meses

Perda de sangue após o rompimento de um vaso sanguíneo de forma espontânea ou devido a um fator externo (ferimento com vidro, madeira, arma branca, arma de fogo, etc).​

A gravidade da hemorragia se mede através da quantidade e da rapidez  do sangue perdido.​

A perda excessiva de sangue pode levar o indivíduo ao choque hipovolêmico e a morte.​


Quanto ao local​

Hemorragia interna - Geralmente não é visível, porém é bastante grave, pois pode provocar choque e levar a vítima a morte.​

Hemorragia externa - Se avaliarmos bem a cena e o paciente, visualizaremos a perda de sangue. Ocorre devido a ferimentos abertos.​

Quanto ao meio​

Hemorragia  arterial;​

Hemorragia venosa

Hemorragia capilar

Tipos de hemorragias: hemorragia arterial, hemorragia venosa e hemorragia capilar

Hemorragia Arterial​

Ocorre quando há perda de sangue de uma artéria (rompida ou cortada). O sangue tem coloração viva, vermelho claro. O sangramento ocorre em jatos intermitentes, geralmente rápido e de difícil controle.​

Hemorragia Venosa​

Ocorre quando há perda de sangue por uma veia. Sangramento de coloração vermelho escuro, em fluxo contínuo, sob baixa pressão. Pode ser considerada grave se a veia comprometida for de grosso calibre.​

Hemorragia Capilar​

É um sangramento lento e com menos volume de sangue, que ocorre nos vasos capilares (encontrados na extremidade interna da pele), e é observado em arranhões e pequenos cortes superficiais.  Possui coloração avermelhada, menos viva que a arterial, e facilmente controlada.​

QUADRO CLÍNICO DA HEMORRAGIA​

Perda de até 15% (750ml) – não causam alterações.​

Perda maior que 15% e menor que 30% (750 a 1500 ml) – causam estado de choque compensado – sem hipotensão.​

Perda acima de 30% (maior que 1500 ml) – choque descompensado – com hipotensão.​

HEMORRAGIA INTERNA​

nas cavidades do corpo (abdômen, tórax, etc). ​

Identificação:​

Além dos sinais clínicos​

Acidente automobilístico;​
Ferimento por projétil de arma de fogo, faca ou estilete, principalmente no tórax ou abdomen;​
Acidente em que o corpo suportou grande pressão (soterramento, queda).​

SINAIS E SINTOMAS​

Pulso rápido;​
Respiração rápida;​
Pele pálida, fria;​
Sudorese; ​
Pupilas dilatadas (midríase);​
Astenia (fraqueza);​
Perda de sangue ou fluidos pelo nariz (rinorragia) ou ouvido (otorragia).​

IDENTIFICAÇÃO​

Se houver hemorragia nasal, oral e auricular pode haver comprometimento cerebral (Traumatismo Crânio Encefálico - TCE).​
Escarros sanguinolentos - provavelmente problema no pulmão.​
Vômito sanguinolento - provavelmente problema no estômago.​
Fezes sanguinolentas - Provável problema intestinal.​
Perda de sangue na vagina - Pode ser abortivo.​

PRIMEIROS SOCORROS - HEMORRAGIA INTERNA​

Manter o paciente calmo, deitado com a cabeça de lado;​
Afrouxar a roupa;​
Providenciar transporte urgente (Transportar a vítima ao hospital);​
Não oferecer líquidos e alimentos;​
Se não houver contra-indicação, elevar os membros inferiores;​
Verificar vias aéreas, respiração, circulação e sistema nervoso.​

HEMORRAGIA EXTERNA​

O sangramento torna-se visível após rompimento de um vaso e ocorre extravasamento para o meio ambiente.​

SINAIS E SINTOMAS:​

Agitação;​
Palidez;​
Sudorese intensa;​
Pele Fria;​
Pulso acelerado (acima de 100 bpm);​
Hipotensão (Pressão arterial baixa);​
Astenia (fraqueza), etc.​

PRIMEIROS SOCORROS - HEMORRAGIA EXTERNA​

Deitar a vítima; ​
Cobrir o ferimento com gaze ou pano limpo; ​
Pressionar o local com firmeza; ​
Se o ferimento for nos membros, elevar o membro ferido, caso seja possível; ​
Caso não haja controle, pressionar diretamente as artérias que nutrem o membro afetado (axilar no MMSS ou femoral no MMII);​
Em casos de amputação traumática  não cessando o quadro hemorrágico após as manobras precedentes, aplicar garroteamento nos pontos de bloqueio próximos ao ponto de amputação;​
Manter monitoramento dos sinais vitais; ​
Transportar a vítima para o hospital. ​

HEMORRAGIA EXTERNA​

Técnicas de controle de hemorragia:​

  • Pressão direta sobre o ferimento;​
  • Elevação dos membros;​
  • Pontos de pressão arterial (compressão);​
  • Torniquete.​


Observação: em casos de amputação traumática, esmagamento de membro e hemorragia em vaso arterial de grande calibre, devemos empregar a combinação das técnicas de controle de hemorragia.​

PRESSÃO DIRETA SOBRE O FERIMENTO​

Coloque sua mão enluvada diretamentamente sobre o ferimento e aplique pressão apertando o ponto de hemorragia; a pressão da mão poderá ser substituída por um curativo (atadura e gaze), que manterá a pressão na área do ferimento. A interrupção precoce da pressão direta ou retirada do curativo, removerá o coágulo semi-formado, reiniciando a hemorragia.​
*Utilizar  uma  compressa e pressionar o local;​
Finalidade:​
Interromper o fluxo de sangue e favorecer  a formação de coágulo;​
Controlar quase todos os casos de hemorragia (técnica de escolha);​
Pressão direta é o método mais rápido e eficiente para o controle da hemorragia externa.​

Coloque sua mão enluvada diretamentamente sobre o ferimento e aplique pressão apertando o ponto de hemorragia; a pressão da mão poderá ser substituída por um curativo (atadura e gaze), que manterá a pressão na área do ferimento. A interrupção precoce da pressão direta ou retirada do curativo, removerá o coágulo semi-formado, reiniciando a hemorragia.​
*Utilizar  uma  compressa e pressionar o local;​
Finalidade:​
Interromper o fluxo de sangue e favorecer  a formação de coágulo;​
Controlar quase todos os casos de hemorragia (técnica de escolha);​
Pressão direta é o método mais rápido e eficiente para o controle da hemorragia externa.​

ELEVAÇÃO DE MEMBRO​

Eleve o membro de modo que o ferimento fique acima do nível do coração. Essa técnica pode ser usada em conjunto com a pressão direta nas hemorragias de membro superior ou inferior.​
Os efeitos da gravidade vão ajudar a diminuir a pressão do sangue, auxiliando no controle da hemorragia. Essa técnica não deve ser empregada quando houver suspeita de fratura ou objetos empalados na extremidade.​
Ação da gravidade diminui o fluxo sanguíneo.​

COMPRESSÃO DOS PONTOS ARTERIAIS​

Comprima a artéria que passe rente a uma superfície do corpo próximo a uma estrutura óssea. O fluxo de sangue será diminuído, facilitando a contenção da hemorragia. Essa técnica deverá ser utilizada após a pressão direta ou quando a pressão direta com elevação do membro tenham falhado.​
No membro superior, o ponto de compressão é a artéria axilar ou braquial (próxima ao bíceps) e no membro inferior é a artéria femoral (próxima à virilha).​
É a pressão aplicada sobre os pontos de pulso de uma artéria contra uma superfície óssea. Esse procedimento é executado com os dedos.​
Utilizada quando os dois métodos anteriores falharem ou quando não se tem acesso ao local do sangramento (esmagamento, extremidades presas em ferragens).​

TORNIQUETE​

Os torniquetes são usados essencialmente nos casos de amputação ou esmagamento de membros e só podem ser colocados no braço ou na perna.​
Último recurso, usado quando todos os outros métodos falharem. Pode levar à perda do membro.​
Anotar o horário em que o torniquete foi iniciado.​
Considerá-lo em casos de destruição completa ou amputação de extremidades com sangramento severo.​
Afrouxe o torniquete entre 5 e 15 minutos.​

COMO FAZER?​

Usar panos resistentes e largos acima do ferimento;​
Nunca usar arame, corda, barbante ou outros materiais muito finos;​
Desapertar gradualmente a cada 5 - 15 minutos ou quando notar extremidades frias ou arroxeadas;​
Não tirar do lugar caso pare a hemorragia.​

FATORES DETERMINANTES DA GRAVIDADE DA HEMORRAGIA​

Volume de sangue perdido​

A perda de pequeno volume em geral não produz efeitos evidentes; já a perda de 1,5 litro em adulto ou 200 ml em criança pode ser extremamente grave, inclusive colocando a vida em risco.​

Calibre do vaso rompido​

O rompimento de vasos principais de pescoço, tórax, abdômen e coxa provoca hemorragias severas, podendo falecer após 1 a 3 minutos. ​

Tipo do vaso lesado​

O sangramento arterial é considerado de maior gravidade. As veias geralmente estão mais próximas da superfície do corpo do que as artérias, sendo de mais fácil acesso. O sangramento capilar é lento e, via de regra, coagula espontaneamente em 6 a 8 minutos. O processo de coagulação desencadeado em boa parte dos pequenos e médios sangramentos pode ser suficiente para controlar a hemorragia, e o coágulo formado age como uma rolha, impedindo a saída de sangue.​

Velocidade da perda de sangue​

A perda rápida de 1 litro de sangue pode colocar o indivíduo em risco de vida. Quando a perda de sangue é lenta, o organismo desenvolve mecanismos de compensação, suportando melhor a situação.​

 

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