Úlceras por pressão

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A úlcera por pressão ainda é considerada um problema grave, especialmente em pessoas idosas e clientes portadores de doenças crônico-degenerativas.

É definida como qualquer lesão causada por uma pressão não aliviada, cisalhamento ou fricção que podem resultar em morte tecidual, sendo frequentemente localizada na região das proeminências ósseas, que além de ocasionar dano tissular, pode provocar inúmeras complicações e agravar o estado clínico de pessoas com restrição na mobilização do corpo.  

As úlcera por pressão apresentam-se em quatro estágios distintos nos quais observa-se:

 

I - Vermelhidão e um pouco de ulceração de pele;

II - Manifesta abrasão, bolha ou cratera superficial;

III - Ferida envolvendo a derme epiderme e subcutâneo;

IV - Destruição ou necrose.

 

A prevenção das úlceras por pressão

 

O enfermeiro possui ações determinantes na prevenção e tratamento das úlceras por pressão. As rotinas de prevenção incluem:

 

• Avaliação do grau de risco com individualização da assistência, como a confecção de um protocolo para prevenção da úlcera por pressão;

• Utilização de escalas de avaliação do grau de risco, como por exemplo, a Escala de Braden adaptada para a língua portuguesa, e outras como as de Norton e Waterlow;

• Quadro demonstrativo enfatizando as áreas suscetíveis à úlcera por pressão;

• Providenciar um colchão de poliuretano (colchão de caixa de ovo) para o paciente, especialmente pacientes em cadeiras de rodas ou acamados;

• Identificar os fatores de risco e direcionar o tratamento preventivo, modificando os cuidados conforme os fatores individuais;

• Mobilização ou mudança de posição de duas em duas horas, bem como realizar massagem de conforto com emulsão;

• Proteger saliências ósseas, principalmente calcâneas, com rolos e travesseiros;

• Registro das alterações da pele do paciente seguindo os estágios de classificação das úlceras por pressão proposto pela NPUAP (National Pressure Ulcer Advisory Panel) em 1989;

• Tratamento precoce da pele: manter e melhorar a tolerância tecidual à pressão, a fim de prevenir a lesão;

• Checar as áreas vulneráveis da pele de todos os pacientes de risco e otimizar o estado dessa pele, através da hidratação com cremes à base de ácidos graxos essenciais, tratar a incontinência, evitar o uso de água muito quente, providenciar suporte nutricional;

• Monitorar e documentar intervenções e resultados obtidos;

• Implementar medidas de suporte mecânico: proteger/evitar complicações adversas de forças mecânicas externas;

• Criar e fornecer um programa de ensino para pacientes de risco em longo prazo e para as pessoas que tomam conta deles.

 

 

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