A NÃO ADESÃO DO TRATAMENTO DE TUBERCULOSEPOR PACIENTES COM DIAGNÓSTICO POSITIVO NO BRASIL: uma revisão integrativa da literatura

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INTRODUÇÃO O presente estudo versa sobre a Tuberculose (TB), uma doença grave e infectocontagiosa, causada pelo Mycobacterium tuberculosis, conhecido como bacilo de Koch, sendo mais comum em países subdesenvolvidos (BRASIL, 2019). Atualmente, a tuberculose se apresenta como motivo de preocupação das autoridades sanitárias a nível mundial, por causa do índice de mortalidade significante contrastando com o fato de se tratar de uma doença evitável e curável, desde que realizado tratamento específico (RUFFINO et al., 2004). A tuberculose ganha importância como problema de saúde pública ainda na atualidade, visto que é considerado o principal motivo de morte por um único agente infeccioso em todo o mundo, também é o principal motivo de morte entre pessoas contaminadas pelo HIV. Em 2018, a Organização Mundial de saúde estimava 10 milhões de novos casos de tuberculose no mundo, contabilizando um total de 1,5 milhão de pessoas que a doença levou a óbito. Concomitantemente, no Brasil, a incidência de tuberculose chegou a 45 casos/100.000 habitantes, com uma taxa de mortalidade relacionada à doença de 2,3 óbitos/100.000 habitantes (SILVA et al., 2020). A tuberculose é uma doença que pode ser tratada, no entanto, há um elevado índice de abandono do tratamento de acordo com dados epidemiológicos. Frente a esse panorama, surge a necessidade de identificaras principais causas do abandono do tratamento da TB no Brasil (LOPES, 2010). Wendling et al., (2010) explicam que embora seja grande o empenho para que os pacientes venham a aderir e manter o tratamento da tuberculose, a dificuldade de adesão dos pacientes de tuberculose ao tratamento é um dos maiores empecilhos para a obtenção da cura, tornando-se um desafio para controlar e eliminar a referida doença. Mesmo sendo um tratamento sem custo, garantido pelo Estado para o usuário, é uma problemática que ainda necessita de políticas públicas volvidas ao enfrentamento da tuberculose na atualidade. O Programa Nacional de Controle Tuberculose (PNCT), desenvolvido pelo Governo Federal, tem como um dos principais problemas encontrados a não adesão dos pacientes com tuberculose à terapêutica oferecida, tomando-se pacientes crônicos, tanto da doença, quanto do serviço. A não adesão ao tratamento é apontada como uma das graves falhas no programa para combater a doença (BRASIL, 2019). O interesse em desenvolver esse estudo surgiu ao compreender que a adesão ao tratamento representa um desafio no controle da TB com a associação medicamentosa adequada, doses corretas e uso por tempo suficiente, com supervisão da tomada dos medicamentos, são os meios para evitar a persistência bacteriana e o desenvolvimento de resistência às drogas (CHIRINOS; MEIRELLES, 2010). A não adesão ao tratamento da TB é a principal causa da ineficiência do tratamento e motivo também no aumento do número de recaídas. As consequências do abandono do tratamento percutem não apenas sobre o próprio paciente, mais sim, sobre toda a sociedade, principalmente nas comunidades mais carentes. Os portadores da tuberculose que não aderem à terapêutica ficam resistentes às drogas usuais, continuam doentes e permanecem como fonte de contágio, aumentando o tempo de cura e o custo do tratamento (ALMEIDA; HONER, 2006). Debater sobre a Tuberculose e o abandono de tratamento é um assunto do passado e da atualidade, pois, ainda é incidente apesar de existir o tratamento. Portanto, é necessário fomentar os estudos sobre esse tema, visto que favorece a compreensão da sociedade e de toda comunidade acadêmica quanto à associação da doença aos aspectos econômicos, condições de vida, haja vista que a doença é uma tendência em pessoas de baixa renda, estando intimamente atrelada à pobreza, bem como a repartição de renda e ao processo acelerado de urbanização em prol da corrida desenvolvimentista em todo mundo, fatores estes que influenciam no abandono de tratamento, e levam a morbidade e mortalidade dos pacientes (OLIVEIRA et al., 2018). Nota-se que em muitos estados brasileiros, os índices de pacientes curados são mais animadores, mas a nível nacional o empenho tem sido insuficiente e ainda necessita de maiores esforços para alcançar a meta estipulada no plano nacional que deseja extinguir a tuberculose dentre os problemas de saúde públicos brasileiros (BRASIL, 2018). Deste modo, é necessário dar ênfase ao desafio enfrentado para adesão ao tratamento de tuberculose na saúde pública, pois é efetivo, mas é longo, e nesse período muitos obstáculos, tais como uso de drogas, álcool e dificuldades financeiras do pacientes de se dirigir aos centros de tratamento podem levar ao abandono, sendo este um assunto que merece ser discutido (FERREIRA et al., 2019). Portanto, justifica-se o desenvolvimento desse estudo, em face do aumento da não adesão ao tratamento da tuberculose em todo o Brasil, haja vista, que o governo federal, apesar de ter projetos de tratamento e combate a doença referida em todo território nacional, ainda possui um alto índice de contaminação da doença. Esta pesquisa visa contribuir, assim com os debates e reflexões para melhor acompanhamento dos pacientes com tuberculose e ações de promoção para adesão total dos pacientes ao tratamento, haja vista que dos índices de abandono de tuberculose apresentam-se inferiores ou igual a 5% (BRASIL, 2019). Face ao exposto, este estudo tem por objetivo, identificar, a partir de uma revisão integrativa da literatura, os fatores que levam a não adesão à terapia medicamentosa pelo paciente com tuberculose.

TAGS: Abandono do tratamento para tuberculose

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