Vacinas idosos

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A vacinação é uma das medidas mais importantes contra doenças, já que é muito melhor e mais fácil preveni-las do que tratá-las. E é isso que as vacinas fazem desde crianças a idosos. Elas protegem o corpo humano contra os vírus e bactérias que provocam vários tipos de doenças graves, que podem afetar seriamente a saúde e levar à morte. A vacinação não apenas protege aqueles que recebem a vacina, mas também ajuda a comunidade como um todo. Quanto mais pessoas de uma comunidade ficarem protegidas, menor é a chance de qualquer uma delas – vacinada ou não – ficar doente.

Envelhecer não significa necessariamente adoecer. Um indivíduo pode envelhecer de forma natural, convivendo bem com o passar dos anos e mantendo-se ativo em todas as fases da vida. Todos devem estar atentos ao Calendário Nacional de Vacinação, não só para as crianças, mas para a população idosa também, que corresponde ao conjunto de vacinas consideradas de interesse prioritário à saúde pública do país.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, até 2020 o número de pessoas com mais de 60 anos vai superar o de crianças menores de 5 anos pela primeira vez na história. No Brasil, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD 2013), realizada pelo IBGE, a população idosa alcançou 26,1 milhões, o que equivale a 13% da população total do país.

 

O Ministério da Saúde oferece gratuitamente um grande número de vacinas contra diversas doenças graves. Entre elas estão as recomendadas para a população com 60 anos ou mais:

• Vacina influenza: é oferecida anualmente durante a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza.

• Vacina pneumocócica 23-valente: é administrada durante a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, nos indivíduos de 60 anos e mais não vacinados que vivem acamados e ou em instituições fechadas como casas geriátricas, hospitais, unidades de acolhimento/asilos, casas de repouso.

• Difteria e tétano (dupla adulto): sem esquema ou com esquema incompleto para difteria e tétano, completar esquema de 3 (três) doses, considerando as doses anteriores. Com esquema vacinal completo (3 (três) doses) para difteria e tétano, administrar reforço a cada 10 anos.

• Febre amarela: para pessoas com 60 anos e mais, que nunca foram vacinadas ou sem comprovante de vacinação, o médico deverá avaliar o benefício/risco da vacinação, levando em conta o risco da doença e o risco de eventos adversos nessa faixa etária e/ou decorrentes de comorbidades. A vacina faz parte do Calendário Nacional de Vacinação dos estados onde há risco de contrair a doença: todos os estados das regiões Norte e Centro Oeste; Minas Gerais e Maranhão; alguns municípios dos estados do Piauí, Bahia, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Está indicada para residentes ou viajantes para as áreas com recomendação da vacina (pelo menos 10 dias) antes da viagem. No restante do país está disponível para quem vai viajar para as áreas de risco (áreas com recomendação da vacinação ou países endêmicos para a febre amarela).

• Hepatite B: sem comprovação vacinal - administrar 3 (três) doses da vacina hepatite B com intervalo de 30 dias entre a primeira e a segunda dose e de 6 (seis) meses entre a primeira e a terceira dose (0, 1 e 6 meses). Com esquema vacinal incompleto - não reiniciar o esquema, apenas completá-lo conforme situação encontrada.

Fonte: Ministério da Saúde

TAGS: vacinação

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