Seis perguntas sobre o glúten

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Quem deve manter distância do glúten?

Qualquer pessoa com algum tipo de sensibilidade ao glúten deve evitar a proteína, especialmente se sofrer de doença celíaca. O organismo de celíacos reconhece o glúten como uma ameaça. Ao entrar em contato com a proteína, o sistema imunológico desses indivíduos ataca estruturas do intestino, o que prejudica a absorção de nutrientes. Por isso, são proibitivos para celíacos alimentos que contenham ou que tenham entrado em contato com o glúten – uma fatia de queijo que tenha encostado em uma de pão, por exemplo. Além disso, existem pessoas que não sofrem de doença celíaca, mas se tornam intolerantes ao glúten. Nesses casos, o consumo da proteína causa sintomas como diarreia aguda e gases. Embora esse quadro seja menos grave do que a doença celíaca, também exige que o indivíduo diminua ou evite completamente o consumo de alimentos com glúten.

É possível desenvolver intolerância ao glúten na vida adulta?

Segundo Flávio Steinwurz, gastroenterologista do Hospital Albert Einstein, a doença celíaca é geneticamente determinada e costuma se manifestar aos dois anos de idade, quando a criança começa a consumir cereais. A condição também pode aparecer em adultos. Nesses casos, a doença talvez já existisse na infância, mas sem sintomas tão aparentes. Já a intolerância ao glúten em pessoas sem doença celíaca pode surgir a qualquer momento. A causa desse fenômeno ainda é desconhecida.

A dieta sem glúten é benéfica a todos?

Deixar de comer glúten é, definitivamente, essencial para o bem-estar de pessoas com doença celíaca ou outro tipo de intolerância à proteína. Para os demais indivíduos, a medida é desnecessária. Segundo o gastroenterologista Flávio Steinwurz, todas as pessoas livres de intolerância ao glúten conseguem digerir uma fatia de pão perfeitamente. Mas evitar a proteína implica deixar de comer alimentos como massas, pizza e bolachas, que são calóricos e gordurosos, aumentando a chance de uma troca por comidas mais saudáveis. "É possível que a pessoa emagreça, mas não diretamente pela falta de glúten, e sim pela redução do consumo de carboidratos”, diz Vera Sdepanian, gastroenterologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

 

O glúten engorda?

O glúten, em si, não é calórico. Mas, como ele faz parte da composição de uma série de alimentos calóricos – como macarrão, pão, pizza, bolacha e molhos –, é possível que, ao cortar a proteína da dieta, uma pessoa consiga emagrecer. Não fará diferença na balança, é claro, se a substituição for feita por alimentos calóricos.

Alimentos com glúten viciam?

Segundo o gastroenterologista Flávio Steinwurz, o glúten não causa dependência.  "Quando um paciente é diagnosticado com doença celíaca e informado sobre os benefícios de tirar o glúten da dieta, não observamos neles abstinência à proteína. É diferente de tirar o chocolate da alimentação de um chocólatra. O chocolate, sim, vicia, já que estimula a produção de serotonina no organismo (neurotransmissor que pode desencadear sensação de prazer e bem-estar)", diz.

Como uma pessoa sabe se tem intolerância ao glúten?

É preciso atenção aos sintomas e um diagnóstico médico antes de adotar qualquer mudança na alimentação. Os sintomas da doença celíaca aparecem quando a condição já atingiu o intestino e prejudicou a função digestiva. Eles incluem diarreia crônica, inchaço do abdome, anemia, vômitos, enxaqueca, perda de peso e unhas e cabelos quebradiços. O diagnóstico da doença pode ser feito por exame de sangue que analisa anticorpos associados à condição. Se o teste indicar a moléstia, é feita uma biópsia do intestino delgado para confirmá-la. Já a intolerância ao glúten não celíaca é constatada através dos sintomas, principalmente diarreia aguda e inchaço abdominal após a ingestão da proteína.

Fonte: Veja Online

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